terça-feira, 15 de março de 2011

ABORTO E AFINS (PARTE 1 de 2)


Oi gente.

Depois de todos esses dias dentro da toca, hoje vou sair...
Tenho umas coisas pra resolver e além disso vou me dar de presente um sapato (não bastou o celular com TV digital que me dei há uma semana), se o ânimo em andar e procurar me permitir.
Vou visitar uma imobiliária e fazer cotação de um apartamento. As negociações com os imóveis no litoral já estão em andamento e por isso quero agilizar o processo aqui em São Paulo pois não vejo a hora de mudar dessa casa.
Continuo recebendo carinho de todo mundo: sogra, irmãs, amigas.... Ainda bem....
Hoje até "vó" falou comigo no telefone..."Vó" é tão fofa, lembra minha mãe no jeitinho (quando minha mãe estava calma, pq todo mundo sabe que minha "véinha" era teimosinha pra caramba..rsrsrs)..Não sei se contaram pra ela que não tem mais bisnetinho aqui, mas ela perguntou toda cheia de carinho se estou bem...
(Vó é avó do Junior, MARIA, mãe de minha sogra)




O que é aborto?

Um aborto é o final espontâneo (ou não) de uma gravidez.
Ele pode ser espontâneo (quando o organismo expulsa o conteúdo do útero) ou pode ser retido (quando não há manifestação do organismo, que foi o meu caso)

Mais ou menos 20% de toda gravidez termina em aborto durante as primeiras 16 semanas. Muitos ocorrem dentro de 10 semanas. Algumas mulheres abortam mesmo antes de saber que estão grávidas; um atraso na menstruação pode ser o único sintoma.

Como isto ocorre?

Muitas vezes é difícil saber exatamente a causa do aborto. Contudo, a maior parte dos abortos ocorrem quando os cromossomos do espermatozóide encontram com os cromossomos do óvulo. Muitas vezes o bebê (também chamado de feto ou embrião) não se desenvolve por completo, ou desenvolver-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo termina a gravidez que não está se desenvolvendo normalmente.

Outras causas possíveis de aborto incluem infecção do útero, diabetes sem controle, alterações hormonais, e problemas no útero. Excesso de cigarro, álcool e drogas ilegais como a cocaína também causam o aborto principalmente no início da gravidez quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo.

Um cérvix (parte baixa do útero) incapaz algumas vezes causa um aborto. Durante o trabalho de parto o cérvix dá abertura para permitir que o bebê saia do útero e passe através da vagina. O cérvix que começa a aumentar a abertura muito cedo pode resultar em abortamento. Muitas vezes, se o problema é descoberto cedo, pode ser tratado e para a gravidez continue.

Uma queda da mãe raramente causa aborto pois o bebê está muito bem protegido dentro do útero. Complementando, não há nenhuma evidência que estresse emocional ou físico ou atividade sexual possam causar aborto numa gravidez normal.

Quais são os sintomas?

Os possíveis sintomas incluem:

- Sangramento da vagina intenso ou não, com sangue vivo ou apenas borra escura.
- Dor como cãibra em seu baixo abdômen
- Secreção abundante proveniente de sua vagina, com ou sem dor.
- pressão no baixo abdômen ou vagina.

É possível que não tenha sangramento ou dor e nem sintoma algum.

Como é diagnosticado?

Seu médico pode fazer um exame pélvico para checar o tamanho do seu útero e a condição do cérvix pedindo um ultrasom para ver se a gravidez está fora do útero ao invés de dentro dele. (A gravidez fora do útero é chamada de gravidez ectópica) ou mostrar se o óvulo nunca se desenvolveu em feto.

Quais são os riscos associados ao aborto?

Um aborto geralmente não colocará em risco sua saúde a menos que seja incompleto e caso isto ocorra sem ser diagnosticado e tratado, o sangramento pode continuar e o tecido deixado no útero pode infeccionar. A depender do tipo de sangue, o médico pode querer fazer uma imunização preventiva contra problemas que possam ocorrer em gestações futuras.

Quando começar as tentativas de nova gravidez?

Espere para ter relações sexuais de 2 a 4 semanas após o abortamento. Os médicos normalmente recomendam esperar até que tenha passado pelo menos uma menstruação antes de tentar engravidar novamente, portanto é recomendado a utilização de alguns meios anticoncepcionais pelo menos até começar outro período menstrual. Também é importante esperar engravidar até conseguir lidar emocionalmente com a perda.

O que acontece depois de um aborto?

Sua recuperação levará de 4 a 6 semanas.
- Pode apresentar um ponto sensível e desconforto por alguns dias.
- Se estiver grávida há mais de 13 semanas antes do aborto, pode ainda apresentar sintomas de gravidez e seus seios ainda secretarem leite.
- Exercícios de baixo impacto, como a caminhada ou natação, não irão ferir. Exercite-se mais à medida que sentir-se melhor.
- Normalmente seu médico verificará sua recuperação dentro de algumas semanas através de exames.

Quando procurar ajuda médica?

Se você estiver grávida e tiver sangramento na vagina, com ou sem dor, chame seu médico. Se o sangramento for intenso ou você tiver dor forte, veja o seu médico imediatamente.

Se estiver recuperando-se de um aborto, chame seu médico imediatamente se tiver qualquer um destes sintomas;

- sangramento intenso
febre
- calafrio
- forte dor abdominal


segunda-feira, 14 de março de 2011

COMPLICAÇÕES GESTACIONAIS (2ª de 2 partes)

GRAVIDEZ MOLAR (O MEU CASO??????????? talvez....)

É uma rara complicação que acontece quando algo dá errado na fecundação, gerando anormalidades nas células que formarão a placenta.
Esse tipo de gestação é chamado de “mola hidatiforme” e faz parte de um grupo de complicações chamado tumores trofoblásticos gestacionais ou neoplasia trofoblástica gestacional (NTG). Eles costumam ser benignos e mesmo quando se espalham para além do útero são tratados com sucesso.
Em uma gestação molar completa, o óvulo fertilizado não possui cromossomos da mãe, e os do espermatozóide do pai são duplicados. Nesse caso, não há embrião, membrana amniótica nem qualquer tecido placentário. No lugar deles, a placenta forma uma massa de cistos que se assemelha a um cacho de uvas e pode ser vista em uma ultra-sonografia. 

Na maioria das gestações molares parciais, o óvulo fertilizado tem o conjunto normal de cromossomos da mãe, mas o dobro dos do pai, havendo um total de 69 cromossomos, em vez de 46. Isso pode acontecer quando os cromossomos do espermatozóide são duplicados ou quando dois espermatozóides fertilizam o mesmo óvulo. Nesses casos, há tecido placentário junto com os cistos, e o embrião começa a se desenvolver. Mas, mesmo que ele esteja presente, é importante saber que não é um embrião normal, e não terá condições de sobreviver e virar um bebê. 
É assustador descobrir uma gestação dessa tipo, porém, com tratamento adequado e acompanhamento médico, não haverá  sequelas físicas de longo prazo. 

Como é feito o disgnóstico?
Normalmente é feito no inicio da gestação através do primeiro ultrassom, que não apresenta embrião e sim um aglomerado de células. No meu caso foi descoberto com 9 semanas e 1 dia onde só foi visualizado o saco gestacional, a vesícula vitelina e uma grande hematoma no útero que não representava um descolamento mas sim uma coagulação.

Como é feito o  tratamento?
Através da curetagem uterina para a retirada do material do útero que será enviado para análise.
Nesse tipo de complicação não vale a pena esperar pelo aborto espontâneo pois essas células se multiplicam rapidamente podendo sair da cavidade uterina e causar complicações sérias.
Alguns casos inclusive requerem uma segunda curetagem.
Após a curetagem, faz-se exames de HCG para dosar os níveis do hormônio no sangue. Esse exame após a curetagem tem que cair bastante e zerar nas primeiras semanas, caso contrário há uma enorme chance do tecido placentário ter caído na corrente sanguinea e ido parar em outros órgãos importantes o que requer tratamentos mais severos.(são os casos de mola invasiva, que se desenvolve depois da curetagem na parede muscular do útero e indo para outros órgãos)
Mesmo com o hormônio zerado no organismo é necessário o monitoramento por seis meses para ter certeza de que ele não está mais presente.

Poderei engravidar de novo?
 Sim, poderá mas após seis meses do HCG zerado na corrente sanguinea.
Por que?
Bem, o hormônio desse tipo de gestação é o mesmo hormônio da gravidez. Se ocorrer a gravidez antes dos seis meses não haverá como identificar se ele faz parte da nova gestação ou da antiga e ainda está na corrente sanguinea, em algum outro órgão.
Em algumas circunstancias a paciente deverá se submeter a sessões de quimioterapia para eliminar as células placentárias. Mesmo nessas condições, a gravidez pode ocorrer após 1 ano.

A maioria dos casos de gestação molar não compromete a capacidade reprodutora da mulher, principalmente se for diagnosticado cedo e o tratamento for feito de forma eficaz e correta.






domingo, 13 de março de 2011

COMPLICAÇÕES GESTACIONAIS (1ª de 2 partes)

Ainda estou em recuperação mas escrever me torna mais forte e faz o tempo passar mais rápido.
Estou aproveitando a oportunidade para postar tudo que aprendi passando por todo esse processo. Acho importante compartilhar por que procurei muito por luzes no tunel e não foi fácil encontrar explicações ou depoimentos que me convencessem ou que esclarecessem minhas dúvidas, que fossem reais mesmo e não meras pesquisas.
Aqui está meu depoimento e não minha visão.

Existem três principais complicações gestacionais:

Gravidez ectópica ou tubária é toda gravidez que se localiza fora da cavidade uterina, que é sede normal de sua implantação e desenvolvimento. A maioria ocorre nas trompas mas podem ocorrer em outros locais também. As causas são as mais variadas, destacando-se qualquer fator que dificulte ou impeça a passagem do ovo pelo canal tubário. Podem ser:

- Fatores mecânicos, como as causas inflamatórias e suas conseqüências, os tumores ou anormalidades do desenvolvimento das trompas e as cirurgias sobre as trompas.
- Fatores funcionais, que agem diminuindo a motilidade das trompas. Incluem o fumo,
- O próprio processo de envelhecimento e drogas hormonais como as indutoras da ovulação e a progesterona usada em mini-pílulas, a pílula do dia seguinte e o DIU contendo progesterona.

  A gravidez ectópica pode representar uma emergência cirúrgica,(pois pode romper a trompa por volta da 7ª semana de implantação) portanto seu diagnóstico precoce é essencial. Na gravidez ectópica não interrompida, a paciente pode não ter sintomas ou ter sintomas mínimos (cólica, dor em um dos lados, sangramento)
  Alguns exames podem ser realizados para diferenciar a gestação ectópica de outras doenças, tais como ameaça de aborto, gestação normal, infecções das trompas, apendicite, cisto de ovário torcido.
 Os exames comumente solicitados são testes para confirmar a gravidez, exames de sangue para determinar a perda sanguínea e a presença de infecção e a ecografia pélvica transvaginal, que na maioria é o que aponta o problema pois não detecta a presença de saco gestacional no útero. (5 semanas de gestação).
  O tratamento pode ser expectante naqueles casos onde a gravidez ectópica se localiza na trompa e ainda não rompeu, mede menos de 4 cm, não se constata a presença de batimentos cardíacos fetais e os níveis hormonais estão diminuindo.
 O tratamento cirúrgico, que em alguns casos pode ser conservador, preserva a trompa e geralmente é realizado por laparoscopia (nas gestações tubarias integras), sendo a retirada da trompa uma medida muitas vezes salvadora em uma paciente que já apresente sangramento importante para dentro da cavidade abdominal devido a ruptura da trompa (gestação tubária rota)

Gravidez anembrionária
Ao fazer uma ultra-sonografia, o saco gestacional aparece vazio, o que é sinal de um "ovo cego", ou seja, o óvulo fertilizado implantou-se no útero, mas o embrião não se desenvolveu. Esse tipo de gravidez pode acontecer com qualquer mulher, e a maioria delas consegue ter gestações normais depois. 

Pode não haver nenhum sinal, como dor ou sangramento, de que a gravidez não está se encaminhando como deveria. Os hormônios podem fazê-la se sentir ainda grávida, embora às vezes os níveis comecem a cair, diminuindo as mudanças no corpo (os seios podem ficar menos sensíveis, por exemplo). Geralmente, a mulher só fica sabendo que algo está errado quando passa pelo primeiro ultra-som.
 

Apesar de as causas não serem totalmente identificadas, a gestação anembrionária costuma ser considerada um acidente da natureza. Quando um óvulo é fertilizado por um espermatozóide, as células começam a se dividir. Algumas se desenvolvem em forma de embrião, outras em forma da placenta e do saco gestacional. Em alguns casos, a parte do óvulo fertilizado que deveria se tornar o bebê não vai para a frente (provavelmente porque aconteceu um erro durante a fertilização e há cromossomos demais ou de menos), mas a que se destinaria à placenta e às membranas continua crescendo dentro do útero.
 

Seu corpo não reconhece que o saco gestacional está vazio, já que os hormônios da gravidez ainda estão sendo produzidos (o que impede que haja um aborto espontâneo).
 

Durante a ultra-sonografia, o médico mede o saco gestacional e procura sinais do embrião. Se o saco gestacional medir mais de 20 mm e não houver indícios do embrião, ele provavelmente fará um diagnóstico de ovo cego. No caso de o diâmetro do saco ser menor que 20 mm, pode ser que sua gestação esteja em um estágio menos avançado do que você imaginava, e um novo ultra-som será realizado em uma ou duas semanas para tirar a dúvida. Se nessa etapa o embrião ainda não aparecer, o diagnóstico será confirmado.
O choque de descobrir que a gravidez não está progredindo conforme o previsto é enorme, e poderá ser muito difícil entender e aceitar o que aconteceu. Talvez você não queira tomar as providências médicas necessárias logo de cara. 

É seguro aguardar por um aborto espontâneo até que os índices dos hormônios da gravidez baixem sozinhos, mas isso pode levar muitas semanas. Se você já teve algum sangramento ou secreção mais amarronzada, pode valer a pena esperar pelo fim natural da gravidez. A maioria das mulheres, no entanto, acaba realizando uma curetagem uterina, um procedimento feito sob anestesia em que a mulher recebe alta hospitalar no mesmo dia.
 

Uma vez que a gestação tenha chegado ao fim, você passará a menstruar normalmente e poderá tentar engravidar de novo, de acordo com as orientações de seu ginecologista.
 

A maior parte das mulheres que voltam a tentar ter filhos tem uma gestação normal na vez seguinte. A realização de uma ultra-sonografia mais cedo poderá tranquilizá-la, já que uma vez que o batimento cardíaco do bebê é identificado a gravidez é considerada viável, e as chances de sucesso são bem maiores. Mas é importante não se apressar demais no exame -- o ideal é aguardar até sete ou oito semanas --, porque ultra-sonografias realizadas muito cedo podem trazer mais incertezas que tranquilidade.


(continua no próximo post)


quinta-feira, 10 de março de 2011

10ª e última semana de gestação.

Oi gente.
Só hoje consegui postar algo aqui no blog.
Vocês não imaginam o quanto estou fragilizada com isso tudo que está acontecendo, não pela gestação em si (isso eu já entendi bem, sei até que em tudo há uma grande influencia espiritual e que nada acontece por acaso e de acordo só com nossa vontade), mas por não saber o certo como e quando isso tudo vai terminar.
Bem, inicialmente a suspeita era de uma gravidez anembrionária (sem o embrião). Mas na verdade é algo um pouco mais sério que isso. Estou com uma gestação molar. Depois posto explicações mais detalhadas de ambas. A única coisa que sei é que é mais sério do que se pensa, aliás até minha médica está meio reticente quanto ao assunto, o que me assusta muito.
Mas, assim como em todas as outras situações de minha vida, vou passar por isso não importa o final. Com coragem, força e garra como sempre tive.
Repeti os exames de sangue seguindo as recomendações médicas. O primeiro deu 39406,0 (dia 5/3). O segundo deu 38391,0 (dia 7/3). Antes de ir na médica achei estranho ele ter caido tão pouco assim, mas não imaginava que seria uma gestação molar. Continuei sem sentir nada fisicamente mas muito muito abalada emocionalmente o que me fez ter algumas discussões desagradáveis com o Junior. (cada um sofre da maneira que sabe e no meu caso está sendo muito difícil passar por isso e não consigo fingir que está tudo bem, cantar, dançar, cortar o cabelo, colocar músicas no celular como se isso tudo fosse uma realidade distante).

Quarta-feira de cinzas...
Fui trabalhar e não houve expediente. Fui até minha médica e ela me explicou o que está se passando aqui dentro: o saco gestacional foi substituído por um aglomerado de células placentárias desorganizadas que estão se espalhando pelo útero, por isso vamos fazer a curetagem imediatamente. Ela repetiu o ultrassom e me explicou o que estava vendo. Pediu que eu fosse até o hospital onde ela dará plantão amanhã para fazer o procedimento. Fiquei mais tranqüila por ser ela quem fará isso por que confio nela muito. Mas notei que ela não quis me dar muitos detalhes do caso. Disse que depois do procedimento faremos um controle e que depois discutiremos quando estarei liberada para engravidar outra vez. Nem insisti com perguntas por que ela está muito reticente e com cara de preocupada. Li algumas coisas sobre esse problema e confesso que fiquei muito preocupada com as seqüelas.
Mas creio em Deus e em suas providências e estou confiante. Temos que fazer uma coisa de cada vez: primeiro vamos limpar o útero e mandar o material para análise, depois vemos o resto.
Não sei como será o procedimento. A médica disse que é algo muito simples, com anestesia que eu não entendi se é geral, local ou sedação. E é isso. Provavelmente sairei no mesmo dia do hospital. Já me programei para ficar aqui mesmo em casa. Não estou muito receptiva nesse momento. Tenho certeza que ao realizar o “aborto”, terei a sensação de estar virando uma página para escrever outra.
O Junior tem se mantido presente. Ora irritado por me ver tão triste e repetitiva, ora triste também.
Já disse isso para algumas pessoas mas vale a pena registrar aqui:

Para um homem, o simples fato de engravidar uma mulher já é uma comprovação de sua masculinidade. Para uma mulher não é assim que funciona. Nós temos que engravidar, parir e ser mãe para atestar nossa feminilidade. Por isso numa situação como essa, nós mulheres ficamos emocionalmente destruídas e demoramos muito mais para nos reerguermos.

Gostaria de aproveitar a oportunidade e agradecer minha irmã Marlene pelo apoio ainda que á distância, pelos telefonemas, pelo interesse em pesquisar o assunto, pela paciência em me ouvir e ler meus posts aqui no blog e confessar que chora... Valeu irmã. Te amo!
E também agradeço de coração á diretora Adriana (uma bruxa confessa mas que deu um ombro pelo menos por 10 segundos)por ter me ouvido com paciência e carinho hoje que contei pelo que estava passando. Me senti imensamente feliz por suas palavras de conforto e apoio.

Gente, assim que me recuperar da curetagem volto para contar.
Um beijo com muito carinho pra todos que tem feito a corrente positiva.

sábado, 5 de março de 2011

O milagre da vida.

Engravidar definitivamente não é um processo simples. Todo mundo acha que é, mas não é.
Há o planejamento espiritual em primeiro lugar.
O casal tem que ser fértil. Tem que haver uma combinação de encontro entre o óvulo (que para sair da sua casinha tem que romper uma capinha protetora dura e que vive só 48 hs depois de livre) e  o espermatozóide que vive 72 e tem que nadar igual doido.
O caminho tem que estar livre de obstáculos, a temperatura tem que ser na medida certa, a acidez vaginal tem que estar boa, o muco  ser favorável para os "bichinhos" nadarem... E de um tantão que começa a maratona apenas um vai encontrar o óvulo lá na trompa. E depois de fecundado o óvulo tem que seguir até o útero e se fixar lá, firminho. De preferência na zona mais central que é a mais confortável. Enquanto isso o corpo vai produzindo hormônios (o tal Beta Hcg tão esperado pelas tentantes é um deles) em gigantesca quantidade (por isso os enjôos, dores de cabeça) para colaborar com a formação e manutenção do saco gestacional e embrião enquanto a placenta se forma para assumir essa função.
Ah, e o corpo humano é inteligente: nesse começo aumenta a eliminação de toxinas prejudiciais (por isso o xixi toda hora) e diminui o movimento intestinal (por isso os gases e prisão de ventre) para que os nutrientes sejam melhores absorvidos pelo organismo. E para que haja energia necessária para todo esse processo o cérebro manda a informação “vamos descansar” por isso a sensação de cansaço tão grande... Por que apesar de não vermos o corpo todo está trabalhando a todo vapor.
E não para por ai não!
Depois de implantado, na quinta semana, espera-se que na oitava semana (se nada falhou nesse processo) tenha-se batimentos cardíacos num embrião que já estará formado, confirmados através de um Ultrassom obstétrico inicial. Esse coração que bate em torno de 160 bpm quer dizer: “deu certo, tô aqui”.
E vocês acham que é só isso? Nãoooooooo!
No começo do quarto mês já é possível saber o sexo do bebê que está a caminho e se o desenvolvimento ocorreu de forma esperada e daí pra frente é só crescer, crescer e crescer!
O começo de uma nova vida crescendo dentro da gente obedece essas etapas. E se for analisa bem, sem contar a ansiedade, 8 semanas é um tempo curto. 13 semanas também. Aliás as 38 ou 42 semanas de forma geral, já que no fim desse período teremos um bebê pronto para a vida.

Infelizmente minha expectativa vai se prolongar. O Ultrassom tão esperado revelou uma incompatibilidade entre a idade gestacional e a data da ultima menstruação. Eu explico: Pela menstruação estou com 9 semanas, o que daria uma idade gestacional de 7 semanas. Pelo ultrassom a idade gestacional deu entre 5 e 6 semanas. E assim, ou a data da menstruação está errada, ou houve ovulação tardia ou a gravidez é inviável pois não há embrião. Vimos o saco gestacional e a tal vesícula vitelina.
Eu e o Ju saímos da sala meio atordoados. Cheguei em casa, assisti o DVD com o exame e resolvi um encaixe na minha “anja” médica que amo de paixão.
Bem, ela não me animou muito mas também não me iludiu. Sincera e doce explicou que entende meu desespero, minha angustia e minha agonia, falou que ela mesma já teve anembrionária e outras mais, hoje tem filhos e vive muito bem. Ela fez uma cara triste pra tela da TV enquanto fazia meu ultrassom. Depois conversou, dizendo que nada pode ser feito a não ser esperar. Repetindo o BHCG, comparando. Disse que não se trata de uma ovulação tardia pois pelo meu historio isso é muito improvável. E que acredita na minha DUM. Mas vamos esperar e repetir o US depois. Vou voltar com o BHCG semana que vem .
Por enquanto vamos orar para que Deus nos conforte, nos devolva a alegria. E também vamos orar pela “pessoinha” escalada para vir pra cá. Que o melhor aconteça para todos nós.
Estamos fazendo nossa parte por aqui, com empenho, carinho e dedicação.
Deus sabe de todas as coisas.


NAMORADO,
Desculpe a chatice e tudo mais. Como sempre posso contar com você ao meu lado mais uma vez. Obrigado, viu?

GALERA
valeu pelo apoio, carinho e orações.
No fim tudo dá certo!

quinta-feira, 3 de março de 2011

9ª semana...

Estamos começando a 9ª semana.
Isso significa que já estamos no 3º mês de gestação....
Que legal!!!!!!
Os enjoos diminuiram um pouco mas os gases e cólicas voltaram a atormentar. Agora tenho dor nova: coluna....(me deixou de molho a semana toda sem trabalhar).
Ando com um sono muito grande, mas um pouco mais disposta depois que acordo.
E começamos essa nova semana com novidades: O Jr. está fazendo treinamento de emprego. Estou muito orgulhosa e feliz por ele, afinal isso significa um passo rumo a independência financeira dele e uma nova vida pra nós três, juntos em breve!
Até aqui tudooooooooo certoooooooo!!!!!!!!!!!!
Amanhã tem o primeiro ultrassom....
DEUS NOS ABENÇOE!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

8ª semana e 2 anos de namoro.


O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI DENTRO....

O embrião chegará a 20mm esta semana e pode pesar quase 3g.    
<tão pequenininhoooooo!!!>

Haverá um rápido crescimento nas próximas semanas. As partes mais importantes já estão formadas, mas ainda não funcionam. Elas ainda crescerão e ficarão mais especializadas.
Formam-se os dentes e músculos faciais. Braços e pernas estão se alongando e os dedos estão visíveis. No caso dos menininhos, o pênis começa a aparecer e o esqueleto a se ossificar.    
<e se for menininha??????>

A mamãe <que sou eu> pode sentir dor na parte inferior do seu abdome <ai...mais dores...snifffff!!!> por causa do crescimento do útero ou de sua contração. O útero cresce, mas ainda não é perceptível por fora.
Enjôos e azias ainda podem aparecer. <mas existe esperança do intestino volta a funcionar??????>

UMA COISA BOA: quando entrarmos na 9ª semana  tem o ultrassom!!!!!!!!!!!!! <obaaaaaaa!!!!!>




falando da 7ª semana:
Fiquei mais calma, mas por outro lado, muito mais indisposta.

O intestino travou geral... e com isso o mal estar dominou...

Ah, também tive uma crise de choro: 
"Pô, cadê a parte boa de estar grávida? Desde o exame positivo uma corrida para resolver problemas começou...estresse, preocupação, questionamentos para tudo que decido fazer... enjoô, mal estar... cansaço e indisposição para "TUDO", cólicas.... ninguém me disse que seria assim... todo mundo só fala das alegrias de engravidar.... ou será que só eu me sinto assim, parecendo que está doente??????????"

Nem preciso dizer que depois desse desabafo chorei mais, né? Por culpa, eu acho....mas fui salva, por que pesquisando descobri que não é só eu que se sente assim em relação aos sintomas ruins da gravidez... Afinal, passar mal não é nada bom, para ninguém!




CASAL CLOSE: 2 ANOS.....

começamos assim - fevereiro 2009.



em abril de 2009, ficamos assim.



2010: assim....




e assim também....


















chegamos em 2011....
e continuamos assim: JUNTOS E FELIZES!


JUNIOR,
obrigado por tudo...
TE AMO!
Bjão
Fê....











quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

7ª semana.


               As emoções estão intensas, mas o tempo parece que se arrasta.
                Alterno dias de muito enjôo (que começaram a pouco dias)e dor de cabeça (que eu já tinha desde antes de saber da gravidez), com dias que fico bem. Mas irei observar daqui para frente, pois fiz uma promessa de ficar bem e mais calma nos próximos dias.
                O intestino continua preso, os gases continuam aqui. As cólicas assustadoras até que diminuíram um pouco.
                As neuras das idas ao banheiro com direito a investigação no papel higiênico usado, continuam. (deve ser normal querer saber se o “maledeto” red não vai mais aparecer mesmo!)
                A sede diminuiu, mesmo por que não tem como beber 500 litros de água estando enjoada, conseqüentemente as madrugadas de sono picado também.
                Tenho dormido por mais horas, mas meu sono não acaba com meu cansaço... (outra coisa que irei observar daqui para frente por que com o emocional todo bagunçado, o organismo reclama mesmo).
                Tenho lido muito, muito mesmo sobre gravidez e afins. Se antes eu já sabia o que o médico falaria, agora consigo até prever o que vou sentir. E para mim isso é ótimo. Aliás ach que todo mundo devia ler esse tipo de coisa. Inclusive, comprei um livro que vi num blog e que se chama “O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ ESTÁ ESPERANDO”. É o máximo! São 783 páginas de pura informação e vale o preço. Em dois dias li tudo até chegar no 2º mês de gestação...
Nossa! Já estou grávida de 2 meses. Tem horas que não me sinto grávida e isso me preocupa. Tipo umas paranóias assim “ se eu não estiver grávida”... Depois passa, ainda bem!
Mas sei lá. Acho que depois do US vai dar pra relaxar e curtir... por enquanto é só administrar emoções. Inclusive as do papai.
Ah, ia esquecendo de dizer que a “boca aberta” da Edivânia, ligou para a Edilene e falou da minha gravidez.... Abelhuda! (rsrsrs). Isso por que eu pedi para ela não contar pois eu mesma contaria. Bom, ela ficou muito feliz...Afinal, amigos são assim, torcem mesmo de longe. Ai, e eu to sentindo tanta falta das “minas”: Gi, Lú, Maisa, Di e Edi... não tinha nada que não virava uma mesa de discussão da liga das mulheres doidas..... SAUDADES!!!!!!!!!
Agora que venha a 8ª semana!
Bjs...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BRIGAS....AFFFFFF!!!!!!!

       Os dias que se passaram foram de enjôo e discussão intensa, o que me deixou péssima inclusive fisicamente.
     Hoje estou emocionalmente melhor. Diria que me recuperando.
     Já percebi que é desnecessário, e desperdício  inútil  de energia ficar tentando me justificar para o Jú o tempo todo. 
     Para mim, algumas coisas são claras:
  • ü  Vamos ter um filho, isso é fato;
  • ü  Queria muito que já estivéssemos morando juntos, isso é uma vontade;
  • ü  Ainda não fomos morar juntos não por falta de vontade, nem por não termos onde morar, mas sim pelo fato de não ter como arcar com as despesas de uma casa juntos pois o Junior não está trabalhando, isso é óbvio!;
  • ü  Assim que traçarmos metas e tivermos condições, estabilidade e independência financeira, moraremos juntos seja onde for, isso é plano que inclusive já havia sido conversado e acertado antes e que não mudou com a noticia da gravidez.

     Talvez se eu não estivesse tão frágil conseguiria ser clara e objetiva sem passar pelo desconforto de ouvir tanta abobrinha, e falar também.
     Espero me estruturar e emocionalmente, afinal de contas eu tenho um inquilino ilustre e exigente aqui que depende única e exclusivamente de minha boa hospedagem para se desenvolver bem.
     De estresse já me basta as 30 hs semanais o Mankel!
     Espero também que o problema de emprego se resolva logo por que desde o começo dos planos é isso que está faltando. Com isso resolvido o resto vai ser fácil, fácil.
     Que venha o US do dia 4 e que eu fique em paz para curtir todos os momentos de ser mãe. Eles são únicos e muito especiais.....

Bjs....
(*) esqueci de dizer que enquanto eu rascunhava esse post no meu trabalho, minha aluna me deu banho de mentirinha, cantou para mim e no final olhou bem nos meus olhos e disse: "fica "tliste" não, prô. Você é linda!"  
     Isso valeu por dez elogios! Obrigado Lays...você também é linda!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

COMEÇANDO A PAGAR MICO.

cegonhas também pagam mico ou levam susto?
pois deviam.....

     Acordei ontem com um mal estar maior do que nos outros dias. Não sei explicar o mal estar, sabe... uma sensação de sono com moleza....um treco estranho.
     Para variar os gases continuaram a me incomodar e nessa madrugada ainda mais.
     Resolvi que ia apenas tomar banho, comer e ir trabalhar, "a casa que se dane, a louça na pia também!".
     Antes de entrar o chuveiro, depois de mais um "round" com o vaso sanitário, descobri que além da dor, havia algo meio bege clarinho no papel higienico. Imagina a cena: dei um pulo do vaso com o coração a 500 por hora. (justo eu que digo a todo instante que essas coisas são normais que tem que manter a calma...). Por pelo menos uns 30 segundo me senti uma barata tonta se saber o que fazer. Liguei para a Drª. Andréa, que não estava no consultório. Falei com a Abia, que é uma fofa, aux. de enfermagem, muito calma e atenciosa, que me orientou a ficar calma e dar um pulinho no pronto socorro.
     Fiz uma oração pedindo calma para meu anjo da guarda, liguei para o Junior e expliquei que estava com muito enjoo e que achava melhor ir ao médico. Claro que ele ficou preocupado, isso por que eu não falei nada de "sangramento", (sim, por que aquele negócio bege claro quase imperceptível para mim se tornou um sangramento hemorrágico intenso). Tomei o banho e fui tentando manter a calma... Fui até o pronto socorro Albert Sabin, na Lapa. Antes tomei um suco de maracujá e comi um lanche, sinal de que eu não estava tão mal assim,né?
     Cheguei lá e retirei a senha de atendimento. Quando falei que era GESTANTE e tinha tido sangramento, me passaram a frente. A pressão estava normal (10x8). A médica ouviu meu relato preocupado, perguntou se havia saído coágulos e quantos absorventes eu tinha usado da hora do ocorrido para cá. Fiz uma cara de "monalisa no quadro", por que não havia acontecido nada daquilo (rsrsrs). Por fim me examinou. Olhou, olhou, olhou e disse que não havia nem vestigio ou sinal de sangramento, que estava tudo muito limpo por lá. Fez o toque e disse que o útero estava compativel com o tempo de gestação e que era pra eu ir pra casa, me acalmar, por os pés para cima e assistir sessão da tarde e que o calor acentua o mal estar mesmo. Me deu umas orientações: se notar sangramento leve, tomar um copo de água fresca e deitar por duas horas, com a barriga pra cima e os pés um pouco elevados) Verificar se o sangramento passou ou aumentou. E só ai ir ao pronto socorro. (acho que ela repete isso umas 900 vezes por dia, para todas as "doidas" que vão lá, em vão, por que mesmo sabendo que sangramenos são comuns e podem ser normais, eu surtei!)
     Sai de lá mais calma, me sentindo a histérica da vez... a dramática e exagerada, mas feliz. Aproveitei e comprei dois sutiãs e algumas calças mais folgadas para usar, já que não tenho mais roupas que não me incomodem.
     Cheguei em casa e fiquei deitada. O Junior chegou e até conseguimos rir da situação. Ai ai, coitado do meu namorado!
     Eu sei que esse foi o primeiro dos muito micos que pagarei. Sei que ainda terei muitos meses de idas e vindas ao PS... mas enfim...ser grávida deve ser isso também!
     Bom, á noite liguei para a Rosinha, contei para ela sobre a gravidez. Precisava ter com quem conversar sobre o tema, né?
     Ah, agora surgiu mais um sintoma: quando como a boca fica amarga....parece que estou sofrendo do fígado... são os hormônios, né?
kkkkkk
     Mas com tudo isso, estou feliz.... sério...é uma alegria engraçada.....kkkkkk